O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, pediu na terça-feira (21) que os Estados Unidos respeitem os interesses fundamentais da China, defendam o princípio de Uma Só China e lidem adequadamente com as divergências bilaterais, informou a agência Xinhua.
As declarações foram feitas em reunião com o secretário de Estado americano, Marco Rubio, em Manila, Filipinas.
O ministro também pediu que as legítimas preocupações da China sejam levadas em consideração. O princípio de Uma Só China, pedra angular da política externa de Pequim, afirma que existe apenas uma China no mundo, que Taiwan é parte inalienável de seu território e que a República Popular da China é o único governo legítimo que representa toda a nação.
O ministro enfatizou que este ano é crucial para a relação bilateral. Ambas as delegações trocaram opiniões sobre questões prementes na agenda regional e global.
Segundo Wang, a cúpula histórica de Donald Trump e Xi Jinping em Pequim permitiu que os dois presidentes definissem um rumo para uma relação construtiva baseada na estabilidade estratégica.
Ele acrescentou que o encontro representou um progresso significativo no caminho de ambas as potências rumo à coexistência pacífica. Afirmou ainda que a tarefa de ambos os lados é manter-se nesse caminho e superar os obstáculos.
Atritos entre China e EUA
As diferenças entre os Estados Unidos e a China abrangem as esferas geopolítica, econômica e ideológica. Os principais pontos de discórdia incluem o status de Taiwan, a hegemonia tecnológica, o controle das cadeias de suprimentos e a disputa por influência na região da Ásia-Pacífico.
O confronto se manifesta em tarifas recíprocas, disputas comerciais e competição por matérias-primas, como elementos de terras raras. Há também uma disputa pela liderança em inteligência artificial, exploração espacial e semicondutores avançados. Por essa razão, Washington impôs restrições à exportação para conter o avanço tecnológico de Pequim.
Nos últimos meses, a China intensificou as operações em torno de Taiwan em resposta ao aumento da presença militar dos EUA e seus aliados na região. Pequim também sancionou fabricantes de armas americanos e europeus por venderem armamentos a Taipei.
Também existem tensões no Mar da China Meridional, uma área com reivindicações territoriais da China, Vietnã, Filipinas, Taiwan, Malásia, Indonésia e Brunei.
As Filipinas, importante aliado dos EUA na região, participam de exercícios militares conjuntos em áreas disputadas do Mar da China Meridional e do Estreito de Taiwan.
- A China, assim como a imensa maioria dos países do mundo—, inclusive Brasil e Rússia — considera Taiwan, autogovernada desde 1949, como parte inalienável de seu território.