A Guarda Revolucionária iraniana relatou na quarta-feira (22) os ataques lançados por sua Força Aeroespacial contra duas bases americanas na Jordânia.
Segundo a Guarda, as ofensivas foram uma resposta aos recentes "ataques aéreos e com mísseis" das forças armadas americanas contra diversas instalações militares e civis do país.
"Na primeira fase da resposta, um ataque com mísseis e drones" contra as bases "teve como alvo um hangar de manutenção de aeronaves F-15", detalhou o comunicado.
"Além disso, em um ataque a um hangar de preparação de drones, oito drones MQ-9 novinhos em folha, recém-saídos da fábrica, foram completamente destruídos [...] e outros dois presentes no local sofreram danos graves", acrescentou.
"No ataque subsequente ao hangar de helicópteros, dois helicópteros pesados americanos foram gravemente danificados. Em um ataque a um assentamento das forças de ocupação, vários de seus membros foram mortos e feridos", declarou a Guarda Revolucionária.
O órgão enfatizou que seus ataques contra alvos americanos visam "fazer Washington pagar um preço alto" por "romper seu pacto e violar acordos", para que não possa presumir que "pode retomar a guerra quando quiser", mantendo assim a sombra do conflito armado pairando constantemente sobre o Irã.
"Não há outra maneira de remover permanentemente a sombra da guerra do país senão manter-se firme e impor um alto custo ao agressor. Se essas respostas forem insuficientes e a agressão continuar, nos prepararemos para uma operação retaliatória que resultará em um dia de luto nacional nos Estados Unidos", advertiu.
Confronto se intensifica
- Estados Unidos e Irã vêm trocando ataques militares há vários dias, em meio a uma escalada que incluiu bombardeios norte-americanos contra o território iraniano e represálias de Teerã contra bases dos Estados Unidos na região. O Comando Central dos EUA também anunciou a retomada do bloqueio naval aos portos iranianos.
- Donald Trump advertiu que os ataques continuarão até degradar as capacidades militares iranianas e ameaçou destruir usinas elétricas, pontes e alvos do setor energético caso a República Islâmica se recuse a negociar.
- Teerã afirma que atua em resposta às violações do memorando de entendimento por parte de Washington. O Corpo de Guardas da Revolução Islâmica advertiu que "nem uma única gota de petróleo ou gás" será exportada da região enquanto continuarem as agressões norte-americanas.