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Aliados dos EUA no Golfo estão exasperados com escalada da guerra com Irã

A Bloomberg informa que o conflito está gerando tensões entre os aliados de Washington no Golfo Pérsico, que discordam sobre como pôr fim ao conflito.
Aliados dos EUA no Golfo estão exasperados com escalada da guerra com IrãLegion-media.ru / Collective 65

A frustração dos aliados americanos no Golfo Pérsico com a escalada entre Washington e Teerã começa a vir à tona. Segundo a Bloomberg, há divergências crescentes sobre como a Casa Branca deveria agir para encerrar o conflito.

Alguns oficiais de países da região acreditam que Donald Trump deveria ser mais firme. A sugestão inclui o possível envio de tropas americanas para certas áreas do Irã ou a tomada da Ilha de Kharg, centro estratégico das exportações petrolíferas iranianas.

« ENTENDA A IMPORTÂNCIA DA ILHA DE KHARG PARA O IRÃ EM NOSSO ARTIGO »

Na visão dessas autoridades, sem uma ameaça credível de força, Teerã não cederá sobre o Estreito de Ormuz nem abrirá mão do controle dessa crucial via navegável. Mas há um porém: uma operação desse porte poderia desencadear retaliações iranianas em toda a região, disparar os preços do petróleo e expor milhares de militares americanos a ataques difíceis de conter.

Catar e aliados pedem trégua

Nem todos pensam igual. O Catar, que lidera esforços de mediação junto com o Paquistão, rejeita qualquer expansão militar e clama por uma desescalada imediata. A preocupação é evitar que a região repita os níveis de violência de março e início de abril, quando os EUA e Israel bombardearam cidades iranianas e Teerã respondeu com milhares de drones e mísseis balísticos contra vários países do Golfo.

A crise também provocou algo mais profundo: as monarquias do Conselho de Cooperação do Golfo começam a questionar a capacidade americana de protegê-las. Isso reacendeu o interesse delas em reforçar acordos de defesa com governos europeus.

Michael Ratney, ex-embaixador dos EUA na Arábia Saudita, resumiu bem o clima: os países do Golfo estão frustrados e irritados, mas evitam demonstrá-lo publicamente porque estão "tentando administrar seu relacionamento com Trump". Para eles, o essencial é simples — retomar o fluxo de petróleo e que suas economias voltem ao normal.