A Polícia Federal concluiu que Eduardo Bolsonaro abandonou seu cargo de escrivão da instituição e recomendou a sua demissão ao Ministério da Justiça. De acordo com a imprensa, a decisão põe fim a um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) contra o ex-deputado federal.
Conforme explicado pelo portal g1, o processo foi encaminhado "pela corregedoria-geral da PF ao ministro da Justiça, Wellington Lima e Silva, a quem cabe a decisão de demitir ou não o servidor da corporação".
Eduardo está nos EUA desde 2025, período em que intensificou sua atuação política no exterior. O político afirma ser alvo de perseguição política e tem mantido contato com parlamentares e políticos norte-americanos para articular temas como tarifas e sanções contra autoridades brasileiras.
Durante esse período, Eduardo também teve seu mandato como deputado federal cassado pela Mesa Diretora da Câmara dos Deputados, em decorrência do acúmulo contínuo de ausências não justificadas.
A permanência do ex-parlamentar no exterior ocorre em meio ao avanço de processos judiciais no Brasil. Em junho de 2026, ele foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por coação no curso do processo em ação relacionada à atuação junto a autoridades estrangeiras contra ministros da Corte e contra a economia nacional.