O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (CGRI) afirmou nesta terça-feira (21) que sua Força Aeroespacial destruiu um sistema de radar de defesa antimísseis e um caça F-15 que se encontrava em um hangar pertencente às forças americanas.
Segundo o CGRI, os alvos foram atingidos durante um ataque com mísseis contra uma base dos EUA na Jordânia, realizado no âmbito da 24ª onda da Operação Nasr-2 (Vitória-2).
O CGRI acrescentou que o ataque foi realizado "como continuação da operação para livrar a região de sistemas de radar e de defesa aérea" das forças inimigas e “abrir caminho para ataques mais amplos com mísseis e drones”.
"Esta região não é lugar para os agressores norte-americanos; o Exército dos EUA, assassino de crianças, deve abandonar nossa região para evitar mais vítimas", advertiu.
- Os Estados Unidos e o Irã trocam ataques militares há vários dias, em meio a uma escalada que incluiu bombardeios norte-americanos contra o território iraniano e represálias de Teerã contra bases de Washington na região. O Comando Central dos Estados Unidos também anunciou a retomada do bloqueio naval de portos iranianos.
- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, advertiu que os ataques continuarão até degradar as capacidades militares iranianas e ameaçou atacar usinas elétricas, pontes e instalações do setor energético caso a República Islâmica não aceite negociar.
- Teerã afirma que responde ao que classifica como violações do memorando de entendimento por parte dos Estados Unidos. A Guarda Revolucionária do Irã advertiu que "nem uma única gota de petróleo ou gás" será exportada da região enquanto continuarem as agressões norte-americanas. O Exército iraniano afirma já ter executado várias fases de operações de represália contra instalações de Washington.