
Vazamento de gás em Manaus entra no quarto dia; mais de 400 pessoas receberam atendimento

O Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) completou, na manhã deste sábado (18), mais de 60 horas consecutivas de trabalho para resfriar os tanques da fábrica da Innova, no Distrito Industrial, na Zona Sul de Manaus, após o vazamento de monômero de estireno registrado na quarta-feira (15), informou o portal g1.

Embora a emissão de vapores tenha perdido intensidade e a fumaça esteja quase imperceptível, o odor do produto químico permanece na região e o isolamento de aproximadamente 300 metros ao redor da empresa continua mantido.
As equipes seguem monitorando a temperatura interna do tanque com equipamentos a laser e realizam o resfriamento da parte externa do reservatório para evitar que o produto volte a atingir níveis que possam provocar explosão. Segundo o Governo do Amazonas, 35 bombeiros participaram da resposta inicial e permanecem atuando na operação.
Durante as inspeções, foram identificadas pequenas fissuras na estrutura externa do tanque. De acordo com as autoridades, as deformações são consequência da elevação anormal da temperatura do monômero de estireno, e engenheiros da empresa e especialistas do Corpo de Bombeiros acompanham a situação em tempo real para evitar novos vazamentos ou agravamento da estrutura.
A principal hipótese para a ocorrência é uma reação espontânea no interior do tanque.
Mais de 400 atendimentos
Até a tarde de sexta-feira (17), 211 pessoas procuraram a rede pública de saúde com sintomas relacionados à inalação do gás, segundo a Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM). Outras 147 foram atendidas em um hospital privado e 57 em unidades da prefeitura, totalizando 415 atendimentos.
A fábrica permanece parcialmente interditada por determinação de órgãos de fiscalização e proteção ambiental. A retomada integral das atividades depende da eliminação dos riscos e da apresentação de laudos que comprovem a estabilidade da área.
A Prefeitura de Manaus aplicou multas que somam R$ 22.401.600 à Innova. As autuações foram motivadas por poluição do ar, do solo e de corpo hídrico, após inspeções realizadas por uma força-tarefa municipal e pelo Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam).

