'Czar das tarifas' de Trump diz que 'Chinagate' não mudará política dos EUA contra China

O assessor comercial Peter Navarro afirmou que a suposta interferência eleitoral nos EUA foi promovida por "agentes maliciosos" que queriam mudar a vontade dos eleitores.

O assessor comercial do presidente Donald Trump, Peter Navarro, afirmou nesta sexta-feira (17) que os Estados Unidos não mudarão sua política tarifária em relação à China, apesar das acusações de suposta interferência chinesa nas eleições presidenciais de 2020.

Questionado sobre uma possível revisão das tarifas, Navarro respondeu que os dois temas são independentes. "Não. Acho que são trilhas separadas. Esta não é uma história sobre a China. Trata-se da recusa dos Estados Unidos em proteger nosso sistema eleitoral", declarou a jornalistas na Casa Branca.

Segundo o assessor, a suposta interferência ocorreu porque "há atores maliciosos dentro do país que queriam que a eleição de 2020 fosse em uma direção diferente da vontade dos eleitores". Ele reiterou que o problema está nas vulnerabilidades do sistema eleitoral dos EUA, exploradas por atores internos e externos.

'Chinagate'

As declarações fazem parte da ofensiva de Trump, conhecida como "Chinagate", para denunciar uma suposta interferência chinesa nas eleições de 2020. O termo faz referência ao "Russiagate", caso desmentido em repetidas ocasiões por investigações norte-americanas e por autoridades russas.

De acordo com documentos divulgados, a China teria acessado dados de mais de 220 milhões de eleitores americanos. Pequim rejeitou as acusações e afirmou que "nunca interferiu e nunca interferirá nas eleições presidenciais dos EUA".