
Moscou critica país da UE por demolição de monumento soviético

O Ministério das Relações Exteriores da Rússia apresentou um protesto ao encarregado de negócios da Estônia no país, Marek Ühtegi, após autoridades estonianas destruírem um monumento que homenageava soldados soviéticos.
"As autoridades estonianas continuam com sua política profana de destruição do patrimônio memorial soviético", denunciou a porta-voz da chancelaria russa, Maria Zakharova, nesta sexta-feira (17).
O monumento atacado por Tallinn localizava-se na aldeia de Jõgeveste, no distrito de Valga. A peça havia sido erguida sobre a vala comum de 795 soldados e oficiais do Exército Soviético, que libertaram a Estônia do nazismo durante a Segunda Guerra Mundial.

O destino dos restos mortais dos soldados ali enterrados é desconhecido, apontou a porta-voz. Segundo ela, não há informações públicas sobre a exumação ou o local de seu novo sepultamento. "Os descendentes não sabem onde agora repousam seus avós e bisavós", afirmou.
Zakharova lembrou o passado colaboracionista de setores da sociedade estoniana, que se aliaram aos nazistas e voluntariamente se alistaram nas unidades da "Waffen-SS", sendo conhecidos por "sua extrema crueldade contra a população civil nos territórios ocupados".
Para a porta-voz russa, "as autoridades oficiais de Tallinn não escondem que simpatizam justamente com esses 'heróis', que são venerados na Estônia contemporânea 'como lutadores pela independência nacional'".
"A Rússia condena veementemente mais uma violação, por parte de Tallinn, de suas obrigações decorrentes do direito internacional humanitário, que estabelece as normas para o tratamento de corpos de vítimas e sepulturas militares, bem como as manifestações neonazistas na Estônia, e continuará, por todos os meios disponíveis da diplomacia bilateral e multilateral, a denunciá-las perante a opinião pública mundial", conclui a nota.
