
'Novo nível de humilhação': chancelaria russa comenta atentado em Mônaco

A Ucrânia deu uma lição ao Ocidente ao perpetrar o atentado contra o empresário ucraniano Vadim Yermolayev no mês de junho, em Mônaco, afirmou na quinta-feira (16) a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova.
Em entrevista a um programa da televisão russa, a porta-voz abordou a ausência de críticas do Ocidente ao terrorismo praticado pelo regime de Kiev tanto na Rússia quanto nos próprios países ocidentais.
"Eles deram uma lição ao Ocidente ao cometer um atentado, naturalmente, em Mônaco. Sem dúvida, isso representa um novo nível de humilhação para aqueles que os defenderam", comentou Zakharova.

Ela sugeriu que, ao compreenderem que "a situação é absolutamente desfavorável para eles", tanto "no campo de batalha" quanto "em sua política interna e economia", e ao perceberem "toda a vulnerabilidade que essa situação representa para eles, em princípio, no contexto geopolítico mundial", os líderes ocidentais "recorreram a essa retórica e ao apoio agressivo aos atos terroristas cometidos por meio do regime de Kiev".
O atentado contra Yermolayev, anteriormente um dos homens mais ricos da Ucrânia, ocorreu em 29 de junho, em Monte Carlo, e chocou Mônaco, um enclave costeiro conhecido por atrair ricos e famosos, por seus incentivos fiscais, pela família real e pelo Grande Prêmio de Fórmula 1.
Uma bolsa com explosivos foi deixada no saguão do prédio para onde o empresário retornava acompanhado de uma mulher e de seu filho de 13 anos. Os três ficaram feridos na explosão. A acompanhante de Yermolayev teve as duas pernas amputadas.
Suspeita foi encontrada morta
Em 3 de julho, a Interpol emitiu um alerta internacional de busca contra Anastasia Berezovskaya, principal suspeita do atentado. A organização informou que Berezovskaya era uma cidadã ucraniana de 39 anos, falava alemão e tinha seu último endereço conhecido registrado na Alemanha.
Na noite de 6 de julho, a mulher foi encontrada morta com tiros na cabeça nos arredores de Kiev. Segundo relatos, ela teria se disfarçado de homem e acionado o artefato explosivo à distância, fugindo em seguida para a Ucrânia por meio da França e da Itália. Um funcionário da Direção Principal de Inteligência da Ucrânia (GUR) confessou o assassinato de Berezovskaya, cometido em conjunto com outro acusado.
