China rebate acusações de Trump e afirma que nunca interferiu em eleições dos EUA

"As eleições nos Estados Unidos são uma questão interna daquele país e seu resultado é determinado pelos votos do povo americano", declarou a Embaixada chinesa em Washington.

Na quinta-feira (16), a embaixada chinesa em Washington rejeitou a ideia de que tenha alguma vez interferido em processos eleitorais americanos,segundo a CBS.

"A China nunca interferiu e nunca interferirá nas eleições presidenciais dos EUA", declarou.

"O lado chinês sempre aderiu ao princípio da não interferência nos assuntos internos de outros países. [...] As eleições nos Estados Unidos são uma questão interna daquele país, e seu resultado é determinado pelos votos do povo americano", acrescentou a missão diplomática.

Acusações de Trump

Em seu discurso à nação, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusou a China de ter realizado "o maior vazamento de dados eleitorais da história", ao obter ilegalmente 220 milhões de registros de eleitores americanos durante o ciclo eleitoral de 2020.

"Essas informações incluem nomes, endereços, números de telefone, preferências por partidos políticos e outros dados confidenciais que seriam necessários para se registrar para votar", afirmou.

Ele alega que essas informações mostram que Pequim designou uma unidade de análise de dados especificamente para esse projeto.

Ao mesmo tempo, Trump sugeriu que membros do "deep state", pertencentes a agências de inteligência americanas, trabalharam "ativamente para suprimir e minimizar informações sobre o alcance da sinistra interferência eleitoral chinesa", ocultando-as tanto do presidente quanto do povo americano.

O presidente insistiu que relatórios da CIA indicam explicitamente que, "em meados de 2018", o Partido Comunista Chinês desenvolveu uma política que tinha como objetivo "aproveitar todos os elementos nacionais e estrangeiros que se opunham ao presidente dos Estados Unidos, em um esforço para reduzir os votos do presidente e fazê-lo renunciar ou impedir sua reeleição".

"A China e outros países têm tentado interferir em nossas eleições. Provas de fraude foram ocultadas", alegou.