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China rejeita qualquer eventual ação militar dos EUA contra Cuba e reafirma apoio à ilha

O governo chinês afirmou que se opõe ao uso da força nas relações internacionais após relatos de que militares dos EUA avaliam possíveis ações contra Cuba.
China rejeita qualquer eventual ação militar dos EUA contra Cuba e reafirma apoio à ilhaKay Nietfeld / picture alliance / Gettyimages.ru

A China manifestou nesta quinta-feira (16) o repúdio a qualquer possível ação militar dos EUA contra Cuba e reafirmou seu apoio ao governo de Havana.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Lin Jian, afirmou que, segundo relatos, militares americanos estariam avaliando possíveis ações contra a ilha.

A declaração ocorre após os EUA classificarem Cuba, em janeiro, como uma "ameaça incomum e extraordinária" à segurança nacional do país.

Pequim condenou o uso ou a ameaça do uso da força nas relações internacionais, afirmando que essa prática viola a Carta da ONU e coloca em risco a paz e a segurança regionais e globais.

Na segunda-feira (14), o governo chinês também reiterou sua oposição ao embargo econômico imposto pelos EUA a Cuba há mais de 60 anos.

A China destaca que Washington intensificou as medidas coercitivas contra a ilha, comprometendo o atendimento das necessidades básicas da população e ampliando a preocupação da comunidade internacional.

Ameaça dos EUA contra Cuba 

  • No dia 29 de janeiro de 2026, o presidente dos EUA, Donald Trump, assinou uma ordem executiva que declara "emergência nacional" diante da suposta "ameaça incomum e extraordinária" que, segundo Washington, Cuba representaria para a segurança do país e da região.
  • Além disso, anunciou a imposição de tarifas aos países que venderem petróleo à nação caribenha, medida acompanhada de ameaças de represálias contra aqueles que descumprirem a ordem executiva da Casa Branca.
  • No dia 7 de julho, o chanceler cubano, Bruno Rodríguez, comparou o cerco energético a um bloqueio naval e, por isso, classificou a medida como "um ato de guerra". "O acesso de Cuba ao fornecimento de combustível, tanto de caráter comercial quanto humanitário, está sendo impedido por meio de ameaças diretas, medidas coercitivas unilaterais e até mesmo pelo assédio ou intimidação de navios-tanque por meios navais e militares dos EUA", afirmou.