
Racha na OTAN coloca aliados em lados opostos sobre estratégia de defesa

Os países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) demonstraram divergências sobre os gastos militares durante a cúpula realizada nos dias 7 e 8 de julho, em Ancara, capital da Turquia. A informação foi publicada nesta quarta-feira (15) pela revista Foreign Policy.
Segundo a publicação, a aliança se dividiu em dois grupos com posições distintas sobre o destino dos novos investimentos em defesa.
O primeiro é liderado pelo secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, que defende o aumento dos gastos militares para ampliar a compra de armamentos dos Estados Unidos e, assim, reforçar o compromisso de Washington com a aliança. A revista afirma que o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, apoia essa posição.

Duas estratégias
O segundo grupo é representado pelo primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, que defende o fortalecimento da autonomia militar de Ottawa e Europa em relação aos Estados Unidos.
Segundo Carney, os recursos adicionais devem ser direcionados ao desenvolvimento da infraestrutura de defesa canadense e europeia, reduzindo a dependência de Washington. A Foreign Policy inclui o presidente da França, Emmanuel Macron, entre os defensores dessa estratégia.
A revista afirma que as divergências se intensificaram após o retorno de Donald Trump à Presidência dos Estados Unidos, em 2025.
Relação com Washington
Desde que voltou à Casa Branca, Trump criticou repetidamente os aliados da OTAN por considerar insuficientes os investimentos em defesa.
O presidente norte-americano também cobrou maior apoio europeu durante o conflito no Oriente Médio e voltou a defender a anexação da Groenlândia, território autônomo da Dinamarca, aumentando as tensões entre Washington e outros membros da aliança.

