
Casa Branca diz estar preparada para nova escalada contra o Irã

O governo dos Estados Unidos está preparado para uma nova escalada do conflito com o Irã, informou a Fox News nesta quarta-feira (15), citando a porta-voz da Casa Branca, Anna Kelly.
"A administração Trump está preparada para que a situação com o Irã piore ainda mais. E os iranianos sabem disso. Diante da perspectiva do que virá a seguir, eles precisam calcular como lidar com esta administração, que neste momento está disposta a continuar a batalha contra o Irã", afirmou o jornalista Trey Yingst, chefe de correspondentes da emissora.
Segundo a reportagem, "neste momento, trava-se uma batalha pelo controle do Estreito de Ormuz", cenário que pode provocar uma intensificação das hostilidades.

Escalada militar
Na véspera, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que os ataques contra o Irã continuarão até que considere que "já é suficiente".
"Eles continuarão até que eu diga que já é suficiente. Ou seja, continuarão. Já chegaram a esse ponto. A palavra que os militares gostam de usar é 'degradar', e eles foram degradados a um nível muito baixo", declarou em entrevista à Fox News.
Trump também disse que não pretende retomar as negociações com Teerã neste momento. Segundo ele, o Irã violou o memorando de entendimento assinado em abril e, por isso, prometeu ataques contra pontes e instalações energéticas. O presidente também não descartou uma invasão terrestre para tomar a ilha de Kharg, considerada estratégica para a produção de petróleo iraniana.
Resposta iraniana
Enquanto isso, a Guarda Revolucionária do Irã afirmou ter atacado instalações americanas em países do Oriente Médio, incluindo a sede da Quinta Frota dos Estados Unidos, no Bahrein.
As autoridades iranianas também disseram que não há motivo para cumprir um acordo cujos termos, segundo Teerã, deixaram de ser válidos e não beneficiam o país.
"O memorando de entendimento só tem significado quando suas cláusulas são válidas e são implementadas. Caso contrário, se a República Islâmica do Irã não se beneficia desse texto, também não temos razão para aderir a ele", afirmou o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf.
Ghalibaf também classificou o confronto com Washington como "umaguerra existencial". "Devemos saber que estamos em uma guerra essencial e existencial com os Estados Unidos, cujo objetivo, além de derrubar o sistema da República Islâmica do Irã, é desmembrar nosso querido país. Essa estratégia do inimigo não mudou", declarou.

