O Ministério das Relações Exteriores da China apelou aos Estados Unidos, em uma coletiva de imprensa na segunda-feira (13), para que ponham imediatamente fim ao bloqueio, à coerção e à pressão que mantêm contra Cuba.
"Já expressamos nossa posição em inúmeras ocasiões. Os Estados Unidos impuseram um bloqueio abrangente e sanções ilegais contra Cuba por mais de 60 anos, causando profundo sofrimento ao povo cubano ", declarou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian.
Ele destacou que "os Estados Unidos intensificaram recentemente suas medidas de bloqueio e sanções, impactando severamente as necessidades básicas do povo cubano e gerando grande preocupação na comunidade internacional".
Pequim pediu que Washington ouça as justas reivindicações da comunidade internacional e encerre "imediatamente o bloqueio, a coerção e a pressão contra Cuba" e a pare de violar do direito à vida e ao desenvolvimento do povo cubano.
"A China apoia firmemente Cuba na defesa de sua soberania nacional e na rejeição da interferência estrangeira, e está disposta a trabalhar com a comunidade internacional para defender a justiça e a equidade internacionais", concluiu Lin.
Ameaça dos EUA contra Cuba
- No dia 29 de janeiro de 2026, o presidente dos EUA, Donald Trump, assinou uma ordem executiva que declara "emergência nacional" diante da suposta "ameaça incomum e extraordinária" que, segundo Washington, Cuba representaria para a segurança do país e da região.
- Além disso, anunciou a imposição de tarifas aos países que venderem petróleo à nação caribenha, medida acompanhada de ameaças de represálias contra aqueles que descumprirem a ordem executiva da Casa Branca.
- No dia 7 de julho, o chanceler cubano, Bruno Rodríguez, comparou o cerco energético a um bloqueio naval e, por isso, classificou a medida como "um ato de guerra". "O acesso de Cuba ao fornecimento de combustível, tanto de caráter comercial quanto humanitário, está sendo impedido por meio de ameaças diretas, medidas coercitivas unilaterais e até mesmo pelo assédio ou intimidação de navios-tanque por meios navais e militares dos EUA", afirmou.