
Brasil reage à ameaça de tarifas dos EUA e as classifica como injustas na véspera de decisão

Na véspera do prazo final para que os Estados Unidos decidam sobre a aplicação de novas tarifas contra o Brasil, o governo brasileiro emitiu um comunicado à imprensa na terça-feira (14) sobre a 5ª reunião com representante de Comércio dos EUA.
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O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços classificou o eventual tarifaço como "injusto" e desprovido de sentido econômico.
A ameaça americana decorre de uma investigação da Casa Branca sob a Seção 301, que apura supostas práticas comerciais desleais do Brasil.

Washington questiona o sucesso do Pix, sob a alegação de que prejudica operadoras de cartão americanas, cobra maior rigor contra o desmatamento ilegal na cadeia agrícola e pressiona contra a regulação de big techs e leis de minerais críticos.
Tarifas políticas
Embora o Brasil tenha apresentado propostas técnicas para solucionar o impasse, há relatos, segundo reportagem publicada pelo g1, de que os negociadores americanos têm se mostrado inflexíveis e desconsiderado os dados brasileiros desde maio.
Diante da avaliação de que a recomendação por tarifas possa ter caráter eminentemente político, o Palácio do Planalto considera um adiamento improvável. Ainda assim, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva orientou seus auxiliares a buscarem canais diretos com o governo de Donald Trump, reforçando que o país não deve deixar a mesa de negociações.
Segundo o governo, os EUA são o segundo maior parceiro comercial do país e encontram um mercado altamente receptivo. Dos dez produtos americanos mais vendidos ao Brasil, oito entram sem nenhuma taxa, e a tarifa média sobre as importações vindas dos EUA é de apenas 3%.
