O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) informou nesta terça-feira (14) que as forças americanas retomaram às 16h (horário do leste dos EUA) o "bloqueio naval contra embarcações que transitam de e para portos e áreas costeiras" do Irã.
Segundo comunicado da organização, "atualmente, há mais de 20 navios de guerra da Marinha dos EUA e centenas de aeronaves militares operando em todo o Oriente Médio".
"As forças americanas permanecem em alerta, letais e prontas para o combate", acrescentou.
Por sua vez, o Corpo de Guardas da Revolução Islâmica (IRGC) alertou que, enquanto a agressão de Washington na região continuar, "nem uma única gota de petróleo ou gás será exportada de lá", observando ainda que as ações dos EUA "não terão outro resultado senão o de atrasar a reabertura do Estreito de Ormuz ".
- Donald Trump continua suas ameaças contra o Irã. Ontem, ele afirmou que Washington não "tolerará" a mudança de postura de Teerã e que os ataques continuarão.
- O Irã, por sua vez, reconhece que o acordo com os EUA entrou em "uma fase crítica" e insiste que seu arsenal permanece forte, prometendo que não permitirá que Washington interfira na gestão do Estreito de Ormuz. Além disso, enfatiza que, diante dessa nova escalada, Teerã não está atacando, mas sim exercendo seu direito à autodefesa.
- Em meio à troca de acusações, Teerã acusou Washington de violar o memorando de entendimento assinado há quase um mês, ao mesmo tempo em que reafirmou seu direito de "tomar as medidas necessárias para proteger sua segurança e seus interesses nacionais" no Estreito de Ormuz.
- A "impaciência" dos EUA em "quebrar o acordo" foi tamanha que nem sequer deixaram expirar o prazo de um mês para que o Irã cumprisse seus compromissos naquela rota marítima, afirmou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do país persa, Esmaeil Baghaei.