
EUA devolvem US$ 81 bilhões a empresas após Justiça considerar tarifas de Trump ilegais

Os Estados Unidos já devolveram cerca de 81 bilhões de dólares (cerca de R$ 410 bilhões) em taxas cobradas de importadores após a Suprema Corte considerar ilegais, em fevereiro, astarifas globais mais amplas impostas pelo presidente Donald Trump.

Os reembolsos começaram a ser pagos em maio e já representam uma forte mudança na arrecadação do governo federal. Em junho, o déficit orçamentário norte-americano chegou na casa dos 120 bilhões de dólares (R$ 611 bilhões), conforme apuração da agência Reuters publicada na segunda-feira (13).
Segundo os dados, o total devolvido no atual ano fiscal americano, iniciado em outubro de 2025, contrasta com os cerca de US$ 5 bilhões (R$ 25,4 bilhões) reembolsados em todo o exercício anterior. A decisão da Suprema Corte obrigou o governo a restituir os valores pagos por empresas afetadas pelas tarifas consideradas ilegais.
A maior parte dos pagamentos ocorreu entre maio e junho, quando foram devolvidos aproximadamente 71 bilhões de dólares (R$ 361 bilhões), o equivalente a cerca de 42% dos 166 bilhões de dólares (R$ 845 bilhões) em tarifas sujeitas a reembolso.
Orçamento em xeque
O cenário contrasta com o do ano passado, quando as tarifas de Trump ainda estavam sendo ampliadas. Na época, o Tesouro dos EUA registrou arrecadação líquida de 26,6 bilhões de dólares (R$ 135,4 bilhões) com direitos aduaneiros, e o secretário do Tesouro, Scott Bessent, afirmou que os resultados orçamentários demonstravam que o país estava "colhendo os frutos" da política tarifária.
Enquanto o governo recorre da decisão, um juiz federal advertiu que o recurso apresentado pela administração Trump está atrasando a devolução integral dos valores considerados ilegais, conforme reportagem do portal Sky News. Paralelamente, a tarifa global temporária de 10% atualmente em vigor deve expirar ainda neste mês.

