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Trump esclarece o alcance do bloqueio marítimo dos EUA ao Irã e detalha taxa cobrada de navios

O Comando Central dos Estados Unidos anunciouque retomará o bloqueio marítimo contra os portos iranianos a partir de terça-feira (14), seguindo ordem da Casa Branca.
Trump esclarece o alcance do bloqueio marítimo dos EUA ao Irã e detalha taxa cobrada de naviosAP / Julia Demaree Nikhinson

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, detalhou nesta segunda-feira (13) o bloqueio imposto por Washington contra navios iranianos no Estreito de Ormuz e explicou sobre a taxa aplicada a navios que atravessarem a via marítima.

"É um bloqueio dirigido exclusivamente contra o Irã. Em outras palavras, qualquer pessoa que faça negócios com o Irã não poderá passar. Todos os outros poderão passar. Portanto, é um bloqueio. É um bloqueio muito rigoroso", disse ele a repórteres.

Segundo o mandatário, a cobrança de uma taxa para navegação é uma espécie de reembolso pela segurança da região.

"Sim, quero o reembolso, porque estamos protegendo uma região muito rica do mundo. Estamos gastando dinheiro", afirmou. "Estamos protegendo os países que estamos ajudando", complementou, especificando que são eles a Arábia Saudita, os Emirados Árabes Unidos, o Catar e o Bahrein.

O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) anunciou que, a partir de terça-feira (14), retomará o bloqueio marítimo contra os portos iranianos, por ordem da Casa Branca.

"As forças do CENTCOM farão cumprir o bloqueio contra embarcações que transitam de ou para portos e áreas costeiras iranianas. As Forças Armadas dos EUA continuam facilitando o fluxo de tráfego pelas águas regionais para todas as embarcações que não violarem o bloqueio", afirmou a agência em comunicado.

«ENTENDA PORQUE O ESTREITO DE ORMUZ É A VERDADEIRA ARMA DO IRÃ EM NOSSO ARTIGO»

Em retaliação, o Irã atacou instalações militares americanas na Base Aérea Príncipe Hassan, na Jordânia, com mísseis balísticos e bombardeou um sistema de mísseis Patriot, um depósito de munições e uma estação de radar do Exército dos EUA no Kuwait com drones. Também atacou um sistema de comunicações e uma estação de radar dos EUA no Bahrein com drones.

'Não precisamos deles'

Citando a intervenção na Venezuela, o mandatário afirmou que os Estados Unidos não precisam exclusivamente do petróleo proveniente do tráfego no Estreito de Ormuz.

"Mas acreditamos que é lógico que não precisamos deles", declarou ele, observando que os EUA têm "mais petróleo do que qualquer outro país do mundo".

"Se você adicionar a Venezuela — que tem sido incrível e possui enormes reservas de petróleo que controlamos — se você adicionar a Venezuela e tudo o mais, temos mais de 50% do fornecimento mundial. Não precisamos deles", enfatizou.

Questionado sobre quanto tempo duraria a guerra contra o Irã, o presidente norte-americano respondeu que acreditava que ela terminaria "muito rapidamente".

"Destruímos suas forças armadas. Estamos os atingindo com muita força", afirmou.

Trump também observou que Washington e Teerã haviam chegado a um acordo "ontem ou anteontem".

"Estava tudo acertado. E, então, eles imediatamente romperam o acordo porque descobriram que havia algo nele que não lhes agradava. E eles pensam diferente. E não vamos tolerar isso", disse ele.

  • Em meio à troca de ataques entre EUA e Irã, Teerã acusou Washington de violar o memorando de entendimento, ao mesmo tempo em que reafirmou seu direito de "adotar as medidas necessárias para proteger sua segurança e seus interesses nacionais" no Estreito de Ormuz.
  • A "impaciência" dos EUA para "romper o acordo" foi tamanha que o país nem sequer permitiu que expirasse o prazo de um mês para que o Irã cumprisse seus compromissos em relação à via marítima, declarou nesta segunda-feira (13) o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do país persa, Esmail Baghaei.