
Irã desafia Trump e promete impedir interferência dos EUA no Estreito de Ormuz

Mohammad Mokhber, assessor do líder supremo do Irã, afirmou nesta segunda-feira (13) que o Estreito de Ormuz tem valor estratégico e benefícios econômicos e de segurança "insubstituíveis" para o país.
Segundo ele, Teerã defenderá a passagem para evitar depender de seus adversários.
"Defenderemos [o estreito] para que, no futuro, não sejamos obrigados a pagar tributo ao inimigo pela passagem de nossos navios", escreveu no X. "Retroceder nisso não tem lugar na mente de nenhum amigo do Irã", acrescentou.
Comparação histórica
Mokhber comparou a situação no Estreito de Ormuz à batalha de Uhud, episódio da história islâmica citado como exemplo da importância da força espiritual e da disciplina para alcançar o sucesso.

Nesta segunda-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou em entrevista à Fox News que países "muito ricos" se beneficiaram durante décadas da presença americana no estreito.
"Agora vamos monitorá-lo e eles vão nos pagar por isso. Muito dinheiro", declarou.
Em resposta, o Quartel-General Central Khatam al-Anbiya, principal comando operacional das Forças Armadas do Irã, afirmou que não permitirá a interferência dos Estados Unidos na administração do Estreito de Ormuz.
- O Departamento de Relações Públicas do Corpo de Guardas da Revolução Islâmica do Irã anunciou nesta segunda-feira (13) que a única forma de Teerã reabrir o Estreito de Ormuz é que o Exército dos EUA encerre seus ataques navais.
- Anteriormente, o órgão advertiu que não permitiria "que um Exército fora da lei e assassino de crianças vindo do outro lado do mundo continue com sua interferência ilegal na região".
- Após a nova onda de bombardeios contra o país persa, o Comando Central dos EUA (CENTCOM) declarou que o Estreito de Ormuz é um "corredor marítimo vital para o comércio mundial" e que "o Irã não o controla".
