
Mortes de mexicanos sob custódia dos EUA incluem suicídios e negligência médica

Dos 17 mexicanos que morreram sob custódia do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) desde 20 de janeiro de 2025, pelo menos seis morreram devido a complicações médicas e suposta negligência, informou imprensa mexicana no domingo (12).

Sete dessas mortes ocorreram em 2026. Um dos casos é o de José Guadalupe Ramos Solano, de 52 anos, que morreu em 25 de março em um centro de detenção em Adelanto, Califórnia.
De acordo com o relatório oficial, por quase um mês, a equipe médica registrou níveis de glicose de até 600 miligramas por decilitro, compatíveis com uma crise hiperglicêmica, sem transferi-lo para um hospital. Ele foi encontrado inconsciente em sua cela.
Outros casos semelhantes incluem o de Alberto Gutiérrez Reyes, de 48 anos, que morreu de parada cardíaca após uma infecção não controlada, e o de Alejandro Cabrera Clemente, de 49 anos, que morreu de um possível AVC após meses de hipertensão não controlada.
Segundo imprensa, os documentos do ICE priorizam o histórico de imigração em detrimento dos detalhes clínicos.
Entre as mortes de cidadãos mexicanos, também constam quatro suicídios, três casos ligados à violência ou ao uso da força e dois que ainda estão sob investigação.
O Ministério das Relações Exteriores do México anunciou que apresentará denúncias ao Departamento de Justiça dos EUA e solicitará uma investigação individual de cada caso.
