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Venezuela agradece à Rússia pela ajuda humanitária após terremotos devastadores

"O povo venezuelano sabe que pode contar com a solidariedade da Rússia e de seu governo", afirmou o ministro das Relações Exteriores da Venezuela.
Venezuela agradece à Rússia pela ajuda humanitária após terremotos devastadoresAP / Miguel Medina

O ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Yván Gil Pinto, agradeceu à Rússia pela ajuda humanitária enviada ao país após os devastadores terremotos ocorridos em 24 de junho.

"Em nome do Governo Bolivariano, agradecemos à Federação Russa pela sua solidariedade e apoio às vítimas da tragédia causada pelos terremotos de 24 de junho, com o envio de ajuda humanitária contendo alimentos e suprimentos para serem distribuídos através dos mecanismos e centros organizados para a proteção da população afetada", escreveu o ministro das Relações Exteriores em seu canal no Telegram.

Ao mesmo tempo, ele afirmou que "o povo venezuelano sabe que pode contar com a solidariedade da Rússia e de seu governo".

Ajuda da Rússia

O primeiro carregamento de ajuda humanitária, com pelo menos 10 toneladas de suprimentos destinados a auxiliar a população afetada, chegou da Rússia neste sábado (11).

O vice-ministro venezuelano de Comunicação Internacional, Rander Peña Ramírez, expressou sua gratidão pelo apoio e comentou que ele faz parte da aliança entre as duas nações. "Muito obrigado à Rússia. A Rússia tem sido muito atenciosa desde o início, demonstrando solidariedade ativa e prontamente ao povo venezuelano", afirmou Peña.

Terremotos na Venezuela

Na tarde de 24 de junho, dois terremotos de magnitude 7,2 e 7,5 atingiram a Venezuela com apenas 39 segundos de intervalo. Segundo especialistas, trata-se de um fenômeno raro conhecido como "duplo sísmico".

Esses terremotos foram classificados como os mais fortes na Venezuela em 126 anos. Eles e seus tremores secundários causaram inúmeras mortes e feridos, além do desabamento de prédios e danos à infraestrutura crítica.

De acordo com o último relatório das autoridades, o número de mortos pelos terremotos subiu para 3.811. O balanço oficial também inclui 16.740 feridos, 6.462 pessoas resgatadas e 17.907 cidadãos que ficaram desabrigados após o desastre.