
Irã confirma retaliação contra os EUA e revela alvos atingidos

O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (CGRI) confirmou neste domingo (12) ter lançado um ataque de retaliação com mísseis balísticos contra instalações militares americanas na base aérea Príncipe Hassan, na Jordânia.
Em um comunicado divulgado pela emissora estatal IRIB, o CGRI afirmou que suas forças aeroespaciais destruíram um centro de comando e controle na base, bem como os hangares que abrigavam drones MQ-9.

Segundo o grupo militar, essa "resposta devastadora" foi lançada após o ataque aéreo realizado horas antes pelas Forças Armadas dos EUA contra várias bases costeiras e torres de telecomunicações no sul do Irã.
No comunicado, também foi afirmado que Washington tentou alterar a situação no Estreito de Ormuz, pressionando o governo de Omã a abrir uma "rota marítima ilegal" ao sul dessa via estratégica, o que teria incentivado várias embarcações a utilizá-la. Diante disso, o órgão militar iraniano afirmou que essas tentativas foram frustradas por sua Marinha.
Ainda no sábado (11), a Marinha do CGRI anunciou o fechamento temporário do Estreito de Ormuz "até novo aviso" e até que cessem as "intervenções americanas" na região do Oriente Médio.
Ataques a bases militares no Kuwait, no Bahrein e no Catar
O CGRI também mencionou, em outro comunicado, que foram realizados bombardeios com drones contra um sistema de mísseis Patriot, um depósito de munições e uma estação de radar do Exército dos EUA no Kuwait. Além disso, um sistema de comunicações e uma estação de radar das forças americanas no Bahrein também foram atacados com drones suicidas.
Nesse mesmo contexto, o órgão militar precisou que a base aérea estratégica norte-americana de Al Udeid, no Catar, foi atacada com mísseis balísticos durante a segunda fase da operação de contra-ofensiva, e que nela foram destruídos o centro de manutenção e reparo de aeronaves de combate, bem como o centro de comando da guarnição.
EUA anunciam novos ataques
O Comando Central dos EUA (Centcom) anunciou que iniciou uma terceira rodada de ataques contra o Irã nesta semana. O órgão esclareceu que os ataques ocorreram depois que a Marinha do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica interceptou, com disparos, um navio estrangeiro no Estreito de Ormuz.
O Centcom afirmou que forças do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã atacaram "flagrantemente" um navio porta-contêineres com bandeira cipriota que navegava por essa importante rota marítima, e destacou que um de seus tripulantes continua desaparecido.
"Foi dada ao Irã mais uma oportunidade de demonstrar sua adesão ao Memorando de Entendimento após ter sido responsabilizado por ataques anteriores contra navios comerciais, mas mais uma vez ele falhou", afirmou o órgão militar.

