Irã fecha o Estreito de Ormuz e condiciona reabertura ao fim da ingerência dos EUA

A Marinha da Guarda Revolucionária do Irã alertou que responderá com firmeza a qualquer tentativa de estabelecer uma "rota ilegal" de navegação nessa importante via marítima.

A Marinha da Guarda Revolucionária do Irã (CGRI) anunciou o fechamento temporário do Estreito de Ormuz "até novo aviso" e afirmou que a medida permanecerá em vigor até que cessem as "intervenções dos Estados Unidos" no Oriente Médio, informou a agência Tasnim neste sábado (11).

A força naval também afirmou que responderá com firmeza a qualquer tentativa de estabelecer o que classificou como uma "rota ilegal" de navegação pelo Estreito de Ormuz. Segundo a instituição, respostas firmes serão adotadas para controlar o aumento do tráfego na região.

Segundo o orgão, a medida foi adotada após várias embarcações ignorarem os alertas para corrigir a rota e navegar pelo corredor autorizado. A corporação informou ainda que um navio que havia desligado seus sistemas de identificação e colocado em risco a segurança da navegação foi interceptado após disparos de advertência.

Aviso aos seus adversários

A Marinha do CGRI atribuiu a situação ao que classificou como uma "intervenção ilegal" dos Estados Unidos e advertiu as Forças Armadas norte-americanas de que responderá com firmeza contra suas bases no Oriente Médio caso se atrevam a realizar uma "nova agressão" contra o Irã.

Por fim, ressaltou que as consequências de uma eventual intervenção recairão sobre os Estados Unidos e Israel, bem como sobre os países da região que tenham colocado seus territórios a serviço de "bases inimigas" para viabilizar essas ameaças.

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