Os Estados Unidos continuam tentando manter as negociações com o Irã, apesar da nova escalada militar e da recente troca de ataques entre os dois países.
O presidente Donald Trump confirmou nesta sexta-feira (10) que o diálogo segue aberto. "A República Islâmica do Irã nos pediu para continuar as 'negociações'. Aceitamos, mas os EUA comunicaram de forma inequívoca que o cessar-fogo terminou", escreveu na rede Truth Social.
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Contato mantido
Na véspera, Trump afirmou que foi procurado por autoridades iranianas interessadas em fechar um acordo. "Ligaram há pouco; querem muito chegar a um acordo. Só não sei se merecem um acordo. Não sei se vão cumpri-lo. Esse é o problema", declarou a jornalistas.
O presidente do Centro de Estudos do Oriente Médio de Moscou, Murad Sadygzade, afirmou à RT que "as partes não darão o passo para uma escalada profunda, nem retomarão abertamente um conflito de alta intensidade". "Nem Estados Unidos, nem Irã estão preparados para isso", sustentou.
Escalada evitada
Sadygzade avaliou que o governo Trump também busca evitar um novo fechamento do Estreito de Ormuz, o que elevaria os preços do petróleo e pressionaria a inflação nos Estados Unidos.
Segundo o analista, as posições de Washington e Teerã ainda estão distantes, o que deve prolongar as negociações além do prazo inicialmente previsto.
"O risco de uma grande guerra sempre existe, mas, na minha opinião, a situação permanece sob controle. Acho que as partes voltarão em breve à mesa de negociações", concluiu.
- As Forças Armadas dos EUA realizaram, na terça-feira (7), uma série de bombardeios contra o Irã com o objetivo de "impor" à República Islâmica "altos custos" por supostamente ter atacado navios mercantes que transitavam pelo Estreito de Ormuz. A ofensiva provocou uma rápida resposta de Teerã e uma nova escalada entre os países, que continua se intensificando.