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Mais saudável? 'Badboy' brasileiro perde R$ 340 mil em bets e troca apostas pelo conflito ucraniano

Natural de São Gonçalo (RJ), Thiago Morais da Silva Moita disse que encontrou uma forma de combater o vício em jogos de azar lutando como mercenário na Ucrânia.
Mais saudável? 'Badboy' brasileiro perde R$ 340 mil em bets e troca apostas pelo conflito ucranianoReprodução / Redes sociais

O brasileiro Thiago Morais da Silva Moita, de 35 anos, decidiu se alistar no exército do regime de Kiev após perder mais de R$ 340 mil em apostas on-line. Segundo ele, deixar o Brasil foi a forma encontrada para tentar superar a ludopatia, transtorno relacionado ao vício em jogos de azar, informou o portal g1 nesta quinta-feira (9).

"Eu precisava sair daquele ambiente para mudar o meu raciocínio, sair daquela prisão mental", disse à mídia.

Aposta final

Natural de São Gonçalo (RJ), Moita se mudou em 2022 para Iguape, no litoral de São Paulo, após obter a guarda do filho. Na cidade, trabalhou como vendedor de eletrônicos e motorista de aplicativo.

Segundo o brasileiro, todo o dinheiro obtido com o trabalho acabou sendo consumido pelas plataformas de apostas. O ponto mais crítico ocorreu quando perdeu R$ 75 mil em um único dia.

"Eu estava me destruindo. Pensei: 'Eu preciso sair daqui, preciso mudar'. O meu pai me falou: 'Você já apostou tudo que você tem, agora vai apostar a sua vida?'", relatou.

Da bet ao conflito

Moita ingressou no Exército do regime de Kiev em março de 2026. Filho de uma família de militares, ele afirma que a experiência mudou sua relação com o dinheiro.

Obrasileiro usa o apelido "BadBoy" na identificação da farda, nome que adotava na infância com um grupo de amigos. A rotina inclui treinamentos diários de cerca de 12 horas e missões que podem durar de uma semana a 40 dias.

Ele explicou que não atua na linha de frente dos combates, mas convive com o risco constante de ataques com drones e mísseis. "Menos de uma semana depois que cheguei lá, caiu um míssil na minha casa. Passou um caça e jogou três bombas lá", contou.

Em outra ocasião, Moita escapou de um bombardeio que matou dezenas de pessoas, entre elas um brasileiro, porque havia sido transferido de região pouco antes do ataque.

Volta incerta

O contrato prevê um mês de férias, e o retorno ao Brasil está previsto entre novembro e dezembro. Depois desse período, Moita decidirá se encerra o vínculo com as Forças Armadas do regime de Kiev ou se permanece no exército pelos próximos três anos.

"Não sei o que vai acontecer daqui para frente", afirmou.