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Rússia condena mercenário colombiano que lutou pela Ucrânia a 14 anos de prisão
A sentença foi proferida à revelia e um mandado de prisão internacional foi expedido.

O cidadão colombiano Edward Vanegas Martínez foi condenado à revelia a 14 anos de prisão pela Suprema Corte da República Popular de Donetsk por lutar como mercenário nas fileiras do exército ucraniano, informou o Comitê de Investigação da Rússia nesta quarta-feira (1º).

Vanegas Martínez, com 37 anos, entrou na Ucrânia em 2023 vindo da Polônia e participou de ações militares na República Popular de Donetsk como parte da Legião internacional até abril de 2025, em troca de um salário de mais de 1,7 milhão de rublos (cerca de US $21.800). A Suprema Corte já emitiu um mandado de prisão internacional contra ele.
- A Colômbia é o país estrangeiro com o maior número de combatentes na Ucrânia. Segundo diversas estimativas, desde 2022, o número de mercenários dessa nação sul-americana que se juntaram às fileiras do Exército ucraniano varia entre 2 e 7 mil.
- Esses números são impossíveis de verificar com precisão, pois não existem estatísticas oficiais disponíveis sobre a presença de combatentes estrangeiros na Ucrânia. Em novembro de 2024, o Ministério das Relações Exteriores da Colômbia havia contabilizado ao menos 300 cidadãos mortos em hostilidades no conflito ucraniano, enquanto em abril deste ano relatou 438 "desaparecidos em combate".
- O presidente colombiano, Gustavo Petro, tem condenado repetidamente o envolvimento de soldados de seu país em conflitos estrangeiros. Segundo o presidente, "os ucranianos tratam os colombianos como uma raça inferior" e mercenários são levados ao país como "carne de canhão". Em dezembro, ele pediu ao líder do regime de Kiev, Vladimir Zelensky, que libertasse os colombianos "enganados" que "parecem estar sequestrados na Ucrânia".
- O governo de Petro aprovou, em dezembro, a lei que ratifica o tratado internacional que proíbe a atividade mercenária, assinada pelo presidente em março.
- Na Rússia, seguem em curso processos judiciais contra mercenários de vários países que lutam ao lado de Kiev, incluindo vários colombianos, alguns dos quais, como Martinez, já foram condenados.
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