'Traição à Pátria': Governo Lula repudia participação de Flávio em audiência nos EUA sobre tarifas

Planalto afirma que Flávio foi o único dos 34 brasileiros inscritos que não se posicionou contra o tarifaço e atua contra interesses nacionais.

O governo federal divulgou nesta terça-feira (7) uma nota oficial criticando a participação do senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), na audiência pública promovida pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) sobre a imposição de tarifas a produtos brasileiros.

Segundo a Secretaria de Comunicação Social da Presidência, Flávio foi o único dos 34 brasileiros inscritos que não se posicionou contra o tarifaço, optando por defender apenas o adiamento das medidas, o que, segundo o governo, teria "claro objetivo eleitoreiro".

Na nota, o Planalto afirma que o senador "optou por legitimar os resultados de uma investigação injusta contra empresários e trabalhadores do nosso país" e critica o fato de ele não ter contestado as justificativas apresentadas pelos Estados Unidos para impor as tarifas.

O governo também destacou que, enquanto Flávio "tentava politizar as relações entre o Brasil e os Estados Unidos, representantes do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, do Itamaraty, do Ministério da Justiça e do Palácio do Planalto mantinham reuniões técnicas com o USTR para tentar reverter as tarifas.

A nota é encerrada com uma crítica direta ao parlamentar. "Divergir do governo é legítimo. Convocar uma potência estrangeira a pressionar o próprio país é traição à Pátria. Há uma diferença essencial entre fazer oposição ao governo e fazer oposição ao país e ao povo brasileiro."

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