Brasil vê risco de ação militar dos EUA após classificação de PCC e CV como organizações terroristas

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, enviou um ofício à Câmara na quarta-feira (1º) em que afirma que as ações dos Estados Unidos podem atingir "instituições brasileiras no âmbito financeiro".

Em ofício enviado à Câmara dos Deputados na quarta-feira (1º), ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira afirmou que o governo brasileiro vê risco dos Estados Unidos utilizarem força militar contra o país após a classificação do Comando Vermelho (CV) e do Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas.

Segundo o documento, a medida norte-americana pode ser usada como justificativa para ações com efeitos fora do território dos EUA, atingindo instituições e cidadãos brasileiros em diferentes áreas.

Entre os principais riscos apontados pelo Itamaraty estão:

O Itamaraty afirma ainda que não houve comunicação formal dos Estados Unidos e que a decisão é considerada um "classificação unilateral". O governo brasileiro diz ter manifestado oposição à medida.

O documento também cita risco de aplicação ampla da legislação antiterrorismo norte-americana, com possibilidade de atingir pessoas e empresas brasileiras mesmo sem vínculo direto com os EUA.