Comício de partido crítico a Zelensky na Alemanha é marcado por protestos violentos

Manifestações ocorreram durante o evento do AfD (Alternativa para a Alemanha), em Erfurt. Cerca de 30 mil pessoas protestaram contra o avanço da sigla de direita no país.

Os protestos contra o congresso do partido AfD (Alternativa para a Alemanha) marcaram o encontro da sigla neste sábado (4), em Erfurt, na Alemanha, informou a mídia local. Segundo a polícia, cerca de 31 mil pessoas participaram das manifestações, enquanto os organizadores estimaram 50 mil participantes.

Apesar de bloqueios em rodovias e outras ações de manifestantes, o congresso começou no horário previsto.

A polícia informou ainda que apreendeu fogos de artifício e bastões em alguns casos. Também foram registrados ataques contra jornalistas dos veículos próximos do partido, como Apollo e Junge Freiheit.

Weidel reeleita

Durante o congresso, os delegados reelegeram Alice Weidel e Tino Chrupalla para mais um mandato de dois anos como copresidentes do AfD. Weidel recebeu 81,3% dos votos, enquanto Chrupalla obteve 70%. Ambos concorreram sem adversários, após os delegados aprovarem, por ampla maioria, a manutenção da liderança compartilhada do partido.

Em seu discurso, Weidel criticou o chanceler alemão Friedrich Merz. Ela afirmou que o chefe de governo é "o Vivaldi entre os chefes de governo", acrescentando que "toda vez ele anuncia reformas com estardalhaço, mas depois acaba cortando as próprias promessas."

Ao defender a política migratória da legenda, declarou: "Vamos deportar com rigor", frase que foi recebida com aplausos pelos presentes.

Ao pedir apoio para sua reeleição, Tino Chrupalla afirmou que a AfD pretende chegar ao poder.

"Queremos governar", declarou.

Segundo ele, o partido "cresceu e se tornou um partido popular" e, após demonstrar capacidade de atuar na oposição, pretende governar "primeiro em um estado, depois no governo federal".