O chefe do Estado-Maior das Forças Armadas da Rússia, Valery Gerasimov, afirmou nesta sexta-feira (3), durante visita do presidente Vladimir Putin a um posto de comando da agrupação conjunta de tropas, que a ofensiva russa avança em todas as direções.
"A ofensiva das formações e unidades militares da agrupação conjunta se desenvolve em todas as direções", declarou Gerasimov. Segundo ele, os maiores avanços ocorreram nas áreas de responsabilidade das agrupações Norte e Leste. Em junho, forças russas libertaram 29 localidades e 636 quilômetros quadrados de território.
Ataques
"Na ausência de resultados no terreno, o regime de Kiev tenta convencer seus patrocinadores ocidentais de que nos tirou a iniciativa e de que obteve avanços significativos no campo de batalha", afirmou o chefe do Estado-Maior.
Forças russas continuam realizando "ataques massivos e coordenados contra alvos do complexo militar-industrial da Ucrânia e da infraestrutura energética que garante seu funcionamento", acrescentou o militar de alta patente.
Segundo Gerasimov, cinco ataques foram realizados em junho, atingindo 55 alvos no território ucraniano. Entre eles estavam 34 empresas ligadas à produção de mísseis de cruzeiro Flamingo, drones de médio e longo alcance, sistemas automatizados e equipamentos de guerra eletrônica.
Os ataques também atingiram dez aeródromos onde estava baseada a aviação de ataque ucraniana, além de cinco instalações do complexo de combustível e energia do país, declarou.
Gerasimov afirmou ainda que, entre a noite de 1º e 2 de julho, a Rússia lançou outro ataque com armas de alta precisão de longo alcance e drones contra instalações da indústria bélica em Kiev.
"Foram atingidas cinco empresas-chave da indústria aeronáutica e radioeletrônica da Ucrânia, dedicadas à produção de drones de longo alcance, mísseis de cruzeiro e componentes para eles. Além disso, foram atingidos um centro logístico, quatro instalações do complexo de combustível e energia, bem como a infraestrutura de cinco aeródromos militares", detalhou.
Ao final, Gerasimov afirmou que os ataques reduziram significativamente a capacidade da Ucrânia de produzir armamentos de longo alcance, incluindo mísseis de cruzeiro e balísticos. Segundo ele, Kiev segue ampliando sua dependência do fornecimento de componentes, explosivos e combustível pelos países ocidentais.