O governo de Israel teria planejado assassinar dois dos principais negociadores do Irã durante as conversas diretas com os Estados Unidos, realizadas na primavera de 2026. A informação foi publicada pelo The New York Times nesta quinta-feira (2), citando relatos de autoridades norte-americanas.
Segundo as fontes ouvidas pelo jornal, os alvos seriam o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, e o presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf. A preocupação com possíveis atentados aumentou durante as negociações realizadas em abril.
As conversas ocorreram após um acordo de trégua de duas semanas anunciado em 7 de abril. No entanto, o entendimento foi interrompido quando o Irã acusou os Estados Unidos, em 19 de abril, de violar o acordo após um ataque e a apreensão de um navio iraniano no golfo de Omã.
Alertas
Os Estados Unidos pediram a outros países do Oriente Médio que alertassem o Irã sobre possíveis ataques contra Araghchi e Ghalibaf. A avaliação era de que um atentado contra as duas autoridades poderia encerrar as negociações e provocar uma nova escalada do conflito.
- O secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Mohammad Bagher Zolqadr, afirmou na quarta-feira (1º) que a "causa da vingança" pela morte do líder supremo Ali Khamenei e dos "mártires inocentes" do país continua em aberto, assegurando que os responsáveis pelo ocorrido "receberão seu castigo".
- O aiatolá Ali Khamenei, morto no fim de fevereiro durante a agressão israelo-americana contra a República Islâmica, está sendo homenageado com uma série de cerimônias fúnebres realizadas nos primeiros dias de julho.