
Rússia aposta em tecnologia com plasma para transformar processamento de combustível nuclear

Cientistas da corporação estatal russa de energia nuclear Rosatom desenvolveram um método inédito, batizado de separação por plasma, para o processamento de combustível nuclear usado. A tecnologia já demonstrou viabilidade, segundo a instituição Ciência e Inovações, ligada à Rosatom, informou a agência TASS na quarta-feira (1º).

Diferente dos métodos tradicionais, a nova técnica separa os componentes do combustível não por propriedades químicas, mas pela diferença de massa, usando campos eletromagnéticos e plasma.
De acordo com o diretor científico de tecnologias avançadas da Ciência e Inovações, Valentin Smirnov, o método reduz drasticamente os resíduos radioativos, os custos de equipamento e o espaço necessário para produção.
"Para 2027, planejamos criar uma instalação de próxima geração que permitirá aperfeiçoar as soluções-chave de engenharia e física para as etapas mais importantes do processamento por plasma de combustível nuclear usado", detalhou Smirnov.
