
Espanha adota medida drástica contra gigante da tecnologia; entenda os motivos

O governo da Espanha orientou empresas públicas a interromper contratações com a Palantir Technologies, multinacional americana de inteligência artificial e análise de dados. O motivo seria o uso de informações sigilosas ligadas à segurança nacional pela plataforma, informou o jornal El Confidencial.
A determinação atinge principalmente companhias controladas pela Sociedade Estatal de Participações Industriais (SEPI). Segundo fontes dos conselhos de administração, foi pedido que se evite qualquer contrato com a empresa que possa comprometer a soberania nacional, seguindo movimento semelhante de outros países europeus.
Na França, o primeiro-ministro Sébastien Lecornuanunciou em junho o fim da parceria com a Palantir, decisão que derrubou em 10% as ações da companhia. Na Alemanha, autoridades militares indicaram que não pretendem firmar novos contratos, e os serviços secretos já buscam alternativas, como a francesa ChaosVision.

Contratos milionários
Na Espanha, o Ministério do Interior vetou de última hora um contrato negociado com a Guarda Civil.Um projeto avançado para a estatal Navantia também foi interrompido por decisão política. A restrição alcança ainda empresas como Telefónica e Indra.
Apesar disso, a Palantir mantém contratos vigentes com o Ministério da Defesa, incluindo um acordo de R$ 98,5 milhões firmado em 2023 com o Centro de Inteligência das Forças Armadas (CIFAS). O contrato vence em novembro e sua renovação ainda não foi decidida.
O movimento ocorre em meio à postura crítica do presidente do governo espanhol, Pedro Sánchez, em relação à empresa americana, apontada como uma das principais aliadas tecnológicas de Donald Trump.
