
Alemanha corta direitos trabalhistas sob argumento de 'proteger o Estado de bem-estar'

O governo da Alemanha anunciou nesta quinta-feira (2) um pacote de 34 medidas para "estimular a economia" que inclui mudanças na previdência, nas relações de trabalho e no mercado imobiliário.

Entre os pontos que mais afetam os trabalhadores estão o aumento gradual da idade de aposentadoria, o endurecimento das regras para afastamentos por doença e a ampliação dos contratos temporários, conforme detalhado pela agência Reuters.
Ao apresentar o programa, o chanceler Friedrich Merz afirmou que o governo busca reduzir burocracias, cortar impostos e aumentar a competitividade das empresas.
"Estamos trabalhando para proteger nosso Estado de bem-estar social", declarou, ao anunciar um pacote em coletiva de imprensa.
Principais reformas
Pela reforma, a idade de aposentadoria, hoje entre 65 e 67 anos, passará a subir gradualmente de acordo com a expectativa de vida. O governo afirma que a medida busca preservar a sustentabilidade do sistema previdenciário.
Outra mudança acaba com a possibilidade de obtenção de atestados médicos por telefone. Com as novas regras, empregadores poderão exigir um atestado já no primeiro dia de afastamento por doença.
O pacote também amplia o uso de contratos de trabalho por prazo determinado, permite maior funcionamento do comércio aos domingos e proíbe a estatização de empresas habitacionais.
Em contrapartida, a coalizão prevê cerca de 10 bilhões de euros anuais em redução de impostos, principalmente para famílias de baixa e média renda, como parte da estratégia para reaquecer a economia.

