O condenado Adaylton Nascimento Neiva, de 47 anos, conhecido como Maníaco do Novo Gama, deixou o regime de internação por decisão da Justiça do Distrito Federal e passará a morar com a mulher com quem formalizou união estável durante o período em que esteve internado na Ala Psiquiátrica do Presídio Feminino, informou o portal Metrópoles nesta quinta-feira (2).
A desinternação condicional impõe uma série de restrições, entre elas a proibição de deixar o Distrito Federal, a obrigação de retornar para casa diariamente até as 22h e a proibição de frequentar bares.
A decisão da juíza Leila Cury, da Vara de Execuções Penais (VEP), determina que Adaylton mantenha o tratamento de saúde mental atualizado, apresente relatório médico mensal e comprove uma ocupação lícita que contribua para seu bem-estar físico, econômico, mental e social.
Ele também está proibido de frequentar prostíbulos e casas de jogos, consumir bebidas alcoólicas ou drogas ilícitas, portar armas ou instrumentos que possam colocar em risco a própria integridade física ou a de terceiros. Além disso, deverá manter telefone e endereço atualizados junto à Justiça e comunicar imediatamente à Seção Psicossocial qualquer situação que dificulte o cumprimento das condições impostas.
O termo judicial também estabelece o compromisso de convivência harmoniosa com a família e a comunidade. Após a desinternação, Adaylton seguirá em tratamento médico e psicológico, com acompanhamento do serviço social do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) e vigilância de familiares.
Na decisão que autorizou a desinternação condicional, assinada em 19 de junho, a juíza Leila Cury afirmou que o estado de saúde mental do condenado não exige mais a permanência em internação.
Histórico de crimes
Adaylton Nascimento Neiva foi condenado a 54 anos e 6 meses de reclusão por homicídios qualificados, estupros e aborto provocado por terceiro. Os crimes foram cometidos nos anos 2000 em Sobradinho e Santa Maria, no Distrito Federal, e em Novo Gama, em Goiás.
Entre as vítimas estavam sua então companheira, que estava grávida, e a enteada de 5 anos, enterradas no quintal da própria casa. Outra vítima foi Alessandra Rodrigues, de 14 anos, cujo corpo foi escondido em um matagal.
Segundo os peritos, ele apresentava características como manipulação, dissimulação, ausência de empatia com as vítimas e falta de arrependimento efetivo. Durante a internação, apresentou bom comportamento e trabalhou como cantineiro na unidade prisional.