Ministro da Fazenda critica sanções dos EUA e defende soberania no combate ao PCC

Dario Durigan afirmou na quarta-feira (1º) que cooperação internacional deve se limitar à troca de informações entre autoridades e alertou para o risco de empresas regulares serem atingidas por medidas unilaterais.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou na quarta-feira (1º) que o combate ao crime organizado no Brasil não deve ser conduzido por decisões externas, ao comentar as sanções impostas pelos Estados Unidos a brasileiros e empresas sob suspeita de ligação com o PCC (Primeiro Comando da Capital).

Em entrevista à TV Record, ele defendeu que a atuação deve ficar concentrada nas instituições brasileiras e que a cooperação internacional se limite à troca de informações entre autoridades.

"Quem tem que cuidar de segurança pública no Brasil são os brasileiros. É a polícia brasileira, são os investigadores brasileiros, é o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), a Receita Federal… São as nossas instituições que têm que vir. E defendo, com rigor, fazer o combate ao crime organizado", afirmou.

Soberania Nacional

Durigan também alertou para os efeitos de medidas unilaterais adotadas por outros países, que segundo ele podem colocar  empresas sem ligação com crimes em risco, gerar insegurança jurídica e impactos no sistema financeiro, incluindo meios de pagamento como o PIX.

"E se eles, a pretexto de quererem combater o Comando Vermelho e o PCC, atingirem uma empresa legal? Esse é o problema. O cidadão não sabe como recorrer", disse.

Ele reforçou que a cooperação internacional deve se restringir ao compartilhamento de dados.

"Se vocês têm informação, se querem contribuir com a nossa repressão ao crime organizado, nos ajudem", afirmou.