
Alemanha denuncia cidadão ucraniano por sabotagem aos gasodutos Nord Stream, diz imprensa

A Procuradoria-Geral Federal da Alemanha apresentou denúncia contra o cidadão ucraniano Sergey K., de 50 anos, no caso da explosão dos gasodutos Nord Stream, segundo informações publicadas nesta quarta-feira (1º) pelos jornais ARD, Süddeutsche Zeitung (SZ) e Die Zeit.

De acordo com a denúncia, Sergey K. é acusado de liderar, em setembro de 2022, uma equipe de sete pessoas responsável pela explosão das quatro linhas dos gasodutos Nord Stream. As acusações incluem crimes de guerra com base no Código de Crimes contra o Direito Internacional da Alemanha, além de provocar explosão com bombas e destruição de edificações, conforme o Código Penal alemão.
Segundo o texto da acusação, o investigado integrava o Exército da Ucrânia na época dos fatos e havia trabalhado anteriormente para o serviço de inteligência ucraniano, o SBU.
Caso internacional
Sergey K. foi extraditado da Itália para a Alemanha em novembro de 2025 e permanece em prisão preventiva. Ainda segundo as informações, o Tribunal Federal de Justiça da Alemanha rejeitou um recurso apresentado pela defesa contra a manutenção da prisão.
Outros suspeitos identificados como integrantes da chamada "tripulação Andromeda" continuam em liberdade. Entre eles está Vladimir Z., que chegou a ser detido na Polônia, mas foi libertado por decisão da Justiça polonesa.
O Tribunal Regional Superior de Hamburgo ainda analisará se aceita a denúncia apresentada pela Procuradoria e se autoriza a abertura do processo criminal.
Sabotagem e terrorismo
As explosões nos gasodutos Nord Stream 1 e 2 ocorreram em 26 de setembro de 2022, desencadeando grandes vazamentos de gás no Mar Báltico.
Os governos da Dinamarca, Alemanha e Suécia se recusaram a divulgar os resultados de suas investigações sobre a ação e ignoraram os pedidos da Rússia, que pediu para auxiliar no caso, informou o New York Times à época.
Em 2022, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, expressou que por trás dos ataques estava alguém "capaz de organizar as explosões de forma técnica e que já recorreu a esse tipo de sabotagens", insinuando envolvimento do governo dos Estados Unidos.
Em 2023, o renomado jornalista norte-americano Seymour Hersh concluiu que a Casa Branca, sob comando do então presidente Joe Biden, estava por trás do atentado.
Outros relatórios da imprensa ocidental responsabilizaram grupos de sabotagem ucranianos pela explosão, que teriam chegado ao local do ataque em um iate chamado Andrômeda.


