
Rússia diz na ONU que regime ucraniano não está preparado para diplomacia

O representante permanente da Rússia na ONU, Vassily Nebenzya, afirmou nesta segunda-feira (23), durante reunião do Conselho de Segurança, que o regime de Kiev enfrentará em breve novas condições para a resolução do conflito por não estar preparado para a diplomacia.
Segundo o diplomata, Moscou permanece comprometida com uma solução negociada e com intenção de alcance de seus objetivos por meios diplomáticos no âmbito da operação militar especial.

Ele afirmou ainda que o líder do regime ucraniano, Vladimir Zelensky, busca demonstrar "utilidade ao Ocidente" em vez de priorizar o país e a população, diante de uma mudança de atenção internacional em relação à Ucrânia.
Nebenzya também apontou que países europeus respondem com silêncio ao que classificou como chantagem energética de Kiev, relacionada ao bloqueio do oleoduto Druzhba, e criticou a ausência de condenação ao ataque contra os gasodutos Nord Stream.
Tensões em torno do oleoduto Druzhba
- No final de agosto e início de setembro de 2025, o regime de Kiev perpetrou vários ataques com drones e mísseis contra o oleoduto Druzhba em território russo, o que provocou a suspensão do fornecimento de petróleo à Hungria e à Eslováquia.
- Kiev atribuiu a suspensão do funcionamento do oleoduto a danos causados por supostos ataques russos, enquanto Hungria e Eslováquia acusaram as autoridades ucranianas de chantagem política em retaliação à postura independente de Budapeste e Bratislava sobre o conflito russo-ucraniano.
- Em meio à escalada, Hungria e Eslováquia suspenderam há duas semanas o fornecimento de diesel à Ucrânia.
- A Hungria também bloqueou um empréstimo de 90 bilhões de euros (cerca de R$ 546 bilhões) acordado na UE para a Ucrânia e ameaçou suspender o fornecimento de gás natural e eletricidade a Kiev pelo mesmo motivo. Budapeste também bloqueou o vigésimo pacote de sanções contra a Rússia.
