O senador e pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro repudiou, nesta quarta-feira (1), as declarações de Paulo Figueiredo sobre as mulheres e afirmou que o comentarista não integra sua campanha. Segundo informações da imprensa brasileira, a fala ocorreu em evento com lideranças partidárias.
Flávio reconheceu que Figueiredo é uma pessoa que "nos ajuda muito lá nos Estados Unidos" e participa de discussões relacionadas às pautas defendidas pela família Bolsonaro no país, mas ressaltou: "as pessoas tentam colocar no meu colo uma fala que não é minha".
Nessa direção, o parlamentar destacou que Figueiredo "não faz parte da campanha" presidencial, e afirmou que não pode ser responsabilizado pelas declarações do aliado.
"Eu não tenho responsabilidade sobre o que ele fala, mas sou obrigado a falar aqui que eu me sinto ofendido com a fala. A minha esposa também está incluída nesse pacote de mulheres que não sabem votar. E nunca ele poderia dizer que é culpa das mulheres", declarou Flávio.
Relembre:
Em programa televisionado na quinta-feira (01), Figueiredo afirmou que as mulheres tendem a votar mal. A declaração foi feita ao comentar que candidatos identificados com a direita, como Flávio e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, costumam registrar desempenho inferior junto ao eleitorado feminino.
"Mulher vota estatisticamente muito mal. Principalmente mulheres solteiras. Mulheres casadas, em geral, tendem a acompanhar o voto do marido. Mulheres solteiras, não. (...) Podem arrancar os pentelhos das calcinhas, fazer o que quiser, principalmente as feministas, que têm mais pentelhos, mas eu quero dizer a vocês: isso é estatística", afirmou, antecipando críticas.
Neto de João Baptista Figueiredo, último presidente do regime militar brasileiro, o jornalista Paulo Figueiredo vive nos Estados Unidos, onde atua como um dos principais comunicadores do movimento conservador brasileiro.
Em maio, ele participou do encontro de Flávio e Eduardo Bolsonaro com autoridades do alto escalão do governo dos Estados Unidos, entre elas o secretário de Estado, Marco Rubio, e o presidente Donald Trump.