
Mário Frias aciona PGR e PF para investigar suposta rede que impulsionou ataques a Flávio e Tarcísio

O deputado federal Mário Frias (PL-SP) protocolou, na segunda-feira (29), uma representação criminal na Procuradoria-Geral da República (PGR) e na Polícia Federal (PF) solicitando a investigação de uma suposta estrutura digital coordenada que, segundo ele, investiu mais de R$ 1,1 milhão para impulsionar ataques ao senador e pré-candidato à PresidênciaFlávio Bolsonaro e ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. A informação foi divulgada pela Band News.

Segundo o documento apresentado pelo parlamentar, a ação envolveu pelo menos sete perfis no Facebook* e no Instagram* que se identificavam como veículos de jornalismo independente, mas operavam de forma opaca.
De acordo com a representação, páginas como "Radar do Planalto", "Dossier Brasil 24h" e "O Contra-Fluxo" possuem menos de 400 seguidores cada, embora tenham declarado investimentos em publicidade considerados incompatíveis com o alcance orgânico.
Ainda conforme a representação, os sites das páginas foram hospedados em sequência na plataforma Hostinger e associados a páginas genéricas em espanhol.
O deputado afirma ainda que as publicações utilizavam legendas neutras para contornar os algoritmos das redes sociais e dificultar a identificação dos responsáveis pelo financiamento.
A representação acrescenta que um dos anúncios alcançou até 350 mil impressões, concentradas principalmente nos estados de São Paulo (53%) e Minas Gerais (46%).
Pedido de quebra de sigilo
Na representação, Mário Frias solicita que a PGR requisite à Meta os dados cadastrais das páginas, os meios de pagamento utilizados e os identificadores internos das campanhas publicitárias.
O parlamentar também pede o encaminhamento de cópia do caso ao Ministério Público Eleitoral para apuração de possíveis ilícitos eleitorais, incluindo eventual abuso de poder econômico.
Em declaração oficial anexada ao documento, Frias afirmou: "Montaram uma máquina de mentiras paga para atacar a direita e se esconderam atrás de páginas fantasmas. Quem age às claras assina embaixo. O Brasil tem o direito de saber de onde veio esse dinheiro e a serviço de quem".
Segundo o deputado, o financiamento oculto e a curta duração das contas dificultavam a identificação dos responsáveis e a fiscalização pelos órgãos competentes.
*Pertencentes à Meta, classificada na Rússia como uma organização extremista, cujas redes sociais são proibidas em seu território.

