O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, respondeu nesta terça-feira (30) às declarações do presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, e acirrou a tensão entre os dois países.
"Seria bom que ele se acalmasse. Não vamos nos render a ninguém, nem no que diz respeito à nossa existência, nem à nossa segurança", declarou Netanyahu em entrevista ao Canal 14.
Segundo o premiê, Erdogan deseja destruir Israel e retomar o controle de Jerusalém. Netanyahu acrescentou que "os 400 anos de domínio do Império Otomano terminaram" e afirmou que Israel é hoje um "Estado forte".
Troca de acusações
As tensões entre Israel e Turquia se intensificaram desde 2023, após o início da ofensiva israelense na Faixa de Gaza. Erdogan passou a ser um dos principais críticos da campanha militar e afirmou que Netanyahu "superou em muito o tirano Hitler em crimes de genocídio".
No início de junho, o ministro do Interior da Turquia, Mustafa Ciftci, pediu "a libertação de Jerusalém". No fim de maio, Erdogan havia declarado que Netanyahu "aprenderá uma lição" dos muçulmanos de todo o mundo.
Em resposta, Netanyahu classificou o presidente turco como um "ditador antissemita". O premiê também acusou Erdogan de promover um genocídio contra os curdos, apoiar o Hamas, reprimir opositores e prender adversários políticos.
No domingo, Israel reconheceu oficialmente o genocídio armênio. Em comunicado, o governo israelense afirmou que o episódio continua sendo alvo de uma campanha de negação e minimização, principalmente por parte do governo turco.
- Um comitê governamental israelense de segurança e estratégia publicou, em 2025, um relatório que classifica a Turquia como uma ameaça e recomenda que o país se prepare para uma possível guerra contra Ancara, além de aumentar o orçamento de defesa em 15 bilhões de shekels (R$ 23,31 bilhões).