
Netanyahu surpreende ao defender fim da ajuda dos EUA a Israel

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou nesta terça-feira (30) que pretende encerrar gradualmente a ajuda dos Estados Unidos ao país. Em entrevista para o Canal 14, ele disse que o processo pode começar imediatamente e ser concluído em até 10 anos.
Questionado sobre quando colocaria fim ao apoio financeiro, Netanyahu respondeu que defende um "ajuste gradual". Apesar da proposta, agradeceu o suporte recebido de Washington e afirmou que o auxílio foi importante para Israel.
Segundo o premiê, a situação econômica israelense mudou desde seu primeiro mandato. Na época, ele considerava indispensável manter a assistência dos Estados Unidos, mas agora avalia que o país tem condições de financiar suas próprias ações militares.

"Não precisamos disso. É como assistência social. Nossa economia em breve alcançará 2,8 trilhões de shekels (R$ 5 trilhões). Já não é uma economia pequena. Podemos financiar essa pequena parcela por conta própria", argumentou Netanyahu.
O primeiro-ministro acrescentou que a transição pode ser iniciada de imediato, sem detalhar quais medidas seriam adotadas para substituir os recursos norte-americanos.
Divergências entre EUA e Israel
Embora Estados Unidos e Israel permaneçam aliados próximos, a recente ofensiva conjunta contra o Irã ampliou divergências entre os dois governos.
Enquanto o presidente Donald Trump tem defendido negociações com Teerã, ainda que sem interromper os ataques, Israel não assumiu compromissos nesse sentido. Tel Aviv manteve operações militares, incluindo bombardeios e a ocupação do sul do Líbano, sob a justificativa de defender seus interesses nacionais.
