'Faça o que mando': Pentágono está sob a 'ditadura' de Hegseth

Funcionários e militares denunciam que o secretário de Guerra dos EUA ignora opiniões técnicas, promove demissões em massa de generais de alto escalão e impõe uma cultura de silenciamento.

Relatos internos do Pentágono, divulgados pelo Daily Mail, na segunda-feira (29), apontam uma crise de liderança sob o comando do secretário de Guerra, Pete Hegseth.

Funcionários e oficiais alegam que o secretário tem adotado um estilo de gestão autoritário, ignorando divergências técnicas e baseando decisões em critérios pessoais e políticos, o que estaria desmoralizando a instituição.

Segundo fontes, a postura de Hegseth — descrita como "faça o que eu mando" — tem gerado instabilidade entre os militares.

O processo de demissões de altos oficiais, muitas vezes sem justificativas claras, teria causado confusão e desmotivação no corpo de comando. "Vemos líderes exemplares sendo punidos em vez de recompensados", afirmou um funcionário civil.

A lista de afastamentos é extensa e inclui figuras de alto escalão, como o general Randy George (chefe do Estado-Maior do Exército) e o general C.Q. Brown (presidente do Estado-Maior Conjunto), além de comandantes navais e aéreos.

A controvérsia estendeu-se ao caso do general Chris Donahue, cuja saída é alvo de debates sobre as reais motivações por trás do desligamento.

A gravidade da situação levou cinco ex-secretários de Defesa, incluindo Jim Mattis, a enviarem uma carta conjunta ao Congresso classificando as medidas como "irresponsáveis". Além da crise interna, Hegseth enfrenta questionamentos sobre sua transparência, após contradições em depoimentos sobre o esgotamento de arsenais e relatos divergentes de sobreviventes sobre ataques militares no Kuwait.