EUA anunciam que vão repensar presença militar dos EUA na Europa

Segundo o secretário de guerra, Pete Hegseth, o período de avaliação vai durar seis meses.

O secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, anunciou nesta quinta-feira (18) uma revisão sobre a presença militar americana na Europa. Batizada por ele de "OTAN 3.0", a iniciativa intensifica a pressão da administração de Donald Trump para que os aliados europeus assumam maior responsabilidade pela segurança do continente.

Segundo Hegseth, a análise poderá durar até seis meses e avaliará se as forças americanas estão posicionadas de acordo com as necessidades globais de Washington, além de examinar questões relacionadas a acesso, bases militares e sobrevoos. "Não se enganem, será uma revisão real", afirmou.

De acordo com o chefe do Pentágono, a medida pretende garantir que a OTAN avance "de forma rápida e irreversível" para um modelo em que a Europa assuma a responsabilidade principal por sua própria defesa. Ele também criticou membros da aliança que, segundo disse, ainda agem como se a "era da carona gratuita" não tivesse terminado.

Além disso, Hegseth declarou que as contribuições anuais dos EUA para a OTAN passarão a depender do cumprimento das metas de gastos militares pelos demais integrantes do bloco. "Onde outros aliados não gastarem com urgência, nossas contribuições diminuirão. A OTAN será uma via de mão dupla", afirmou.

Ao resumir os possíveis resultados da iniciativa, o secretário disse que alguns países serão reprovados, enquanto outros "serão aprovados com nota máxima".