Estupro e crimes graves: milhares de britânicos são avisados da libertação antecipada de seus agressores

Uma reforma visando lidar com a superlotação de prisões pretende conceder liberdade antecipada a presos condenados por crimes como homicídio involuntário, estupro e lesões corporais graves.

O Ministério da Justiça do Reino Unido notificou 7.308 vítimas de crimes que os criminosos que os cometeram podem ser libertados antes do planejado, informou o Daily Mail no domingo (28).

Segundo o jornal, a medida faz parte das reformas promovidas pelo governo trabalhista devido à saturação do sistema prisional.

O veículo também observou que na semana passada Fiona Goddard e Sammy Woodhouse, vítimas de uma rede de exploração sexual infantil, revelaram que os homens que abusaram deles poderiam ser libertados nos próximos meses.

Liberação antecipada

O jornal The Telegraph informou que, entre os presos que podem ser elegíveis para liberdade condicional antecipada, estão condenados por homicídio culposo, estupro e lesão corporal grave. Até seis mil presos poderão ser libertados antes do previsto a partir de setembro, como parte de um plano gradual, começando com a libertação de 700 presos naquele mês e continuando com números semelhantes ao longo dos nove meses seguintes.

As alterações estipulam que alguns condenados por crimes graves poderão ser libertados após cumprirem metade da pena, em vez dos atuais dois terços, desde que mantenham bom comportamento na prisão. Em delitos mais leves, como roubo, furto, agressão e reincidência em furtos em lojas, a libertação poderá ocorrer após o cumprimento de um terço da pena, em comparação com os 40% atualmente em vigor.

O Subsecretário de Estado Parlamentar do Ministério da Justiça, Jake Richards, esclareceu que o número de cartas enviadas às vítimas não corresponde ao número de infratores beneficiados, uma vez que nem todos obteriam a libertação antecipada e alguns dos criminosos têm várias vítimas.