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Enviado de Putin destaca custo que cidadãos europeus arcam pela ajuda multimilionária a Kiev

Kirill Dmitriev referiu-se aos bilhões de euros em ajuda à Ucrânia anunciados pela presidente da Comissão Europeia, dinheiro que, segundo ele, virá do bolso dos contribuintes do bloco.
Enviado de Putin destaca custo que cidadãos europeus arcam pela ajuda multimilionária a KievGettyimages.ru / Thierry Monasse

Kirill Dmitriev, enviado especial do presidente russo para Investimento e Cooperação Econômica, comentou o anúncio da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, de um pacote de ajuda de 1 bilhão de euros para Kiev, observando que ele está sendo implementado às custas dos contribuintes da UE.

"Ursula provavelmente está muito mais entusiasmada com os 290 bilhões de euros em ajuda da UE para a Ucrânia do que com os aposentados e trabalhadores europeus que enfrentam dificuldades financeiras. Se somarmos a isso os 3 trilhões de euros em perdas que a UE sofreu devido à rejeição do gás russo, o valor sobe para 16,5 mil de euros a menos para cada família da UE", escreveu no X.

As declarações vêm após von der Leyen anunciar na quinta-feira (25) que a UE havia transferido parte do mais recente empréstimo de 90 bilhões de euros aprovado para Kiev. "Hoje transferimos a primeira parcela: exatamente 3,2 bilhões de euros em assistência macrofinanceira. [...] Nos próximos dias, começaremos a liberar os primeiros 6 bilhões de euros destinados à produção de drones. Isso é, sem dúvida, solidariedade em ação", disse durante Conferência sobre a Recuperação da Ucrânia.

Von der Leyen também detalhou que, desde o início do conflito ucraniano em fevereiro de 2022, a Europa já "forneceu 200 bilhões de euros em apoio econômico, financeiro e militar" ao país eslavo.

Empréstimo Questionável

Em meio a escândalos de corrupção envolvendo o círculo íntimo de Vladimir Zelensky, a UE aprovou um empréstimo de 90 bilhões de euros para Kiev no final de abril. A aprovação ocorreu pouco depois de a Ucrânia retomar as entregas pelo gasoduto Druzhba, da era soviética. O fluxo de petróleo bruto russo pelo trecho ucraniano do oleoduto ficou bloqueado por quase três meses, provocando uma disputa entre Kiev, Hungria e Eslováquia. O fluxo foi finalmente retomado em 22 de abril.

A Rússia tem reiteradamente alertado que, dado o financiamento conjunto da dívida, Vladimir Zelensky não tem intenção de pagar o empréstimo a Bruxelas. "Talvez eles entendam que nunca verão esse dinheiro — os 90 bilhões de euros e todos os outros empréstimos", declarou a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, meses atrás.

O presidente russo, Vladimir Putin, já havia alertado que tal decisão equivocada poderia ter consequências negativas para alguns países, como a França, que enfrenta uma grande dívida pública.