O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, descartou uma retirada completa das tropas israelenses do Líbano apesar da assinatura de um acordo-quadro com o objetivo de um cessar-fogo definitivo.
"O mais importante é que, antes de tudo, Israel permaneça na zona de segurança no sul do Líbano. Esta é uma conquista fundamental, e nós a manteremos enquanto o Hezbollah não se desarmar e enquanto existir uma ameaça ao Estado de Israel", afirmou o premiê israelense em vídeo divulgado na sexta-feira (26) após a assinatura do documento.
Da mesma forma, o presidente classificou o acordo como um "duro golpe para o Irã", observando que Israel, o Líbano e os Estados Unidos estão enviando uma mensagem clara a Teerã: "Isto não é da sua conta".
- Israel e Líbano assinaram na sexta-feira (26) um acordo-quadro mediado por Washington para alcançar a paz após meses de ataques israelenses, que Tel Aviv justificou como parte de sua luta contra o Hezbollah.
- Os apoiadores do Hezbollah se opuseram ao pacto e protestaram bloqueando ruas em Beirute e queimando pneus, o que levou a confrontos com as forças de segurança.
- Mais de 4,1 mil pessoas morreram no Líbano em ataques israelenses desde março. Do lado israelense, 37 soldados e um contratado foram mortos na ofensiva.