O ministro da energia de Israel, Eli Cohen, afirmou nesta quinta-feira (25) ao Canal 14 que a retirada das forças israelenses da zona de segurança no Líbano não é contemplada pelo governo e garantiu que essa posição será mantida mesmo que o presidente dos EUA, Donald Trump, solicite uma retirada.
"Deixamos claro que não vamos nos retirar, vamos ficar dentro da faixa de segurança", declarou. Ele também afirmou que os movimentos recentes das tropas respondem apenas a 'ajustes táticos' e indicou que as forças de defesa de Israel estão modificando algumas posições porque preveem uma permanência prolongada e buscam se consolidar nos lugares que defenderão "a longo prazo".
O ministro garantiu que recomendará a manutenção dessa posição nas discussões do gabinete. "Mesmo que Trump ou qualquer outra autoridade dos EUA se dirija a nós, diremos a ele para não. Essa é a minha recomendação", afirmou.
"Isso não vai acontecer"
No mesmo dia, o Ministro da Educação de Israel, Yoav Kisch, afirmou que Trump pressionou o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, para que Israel se retire do Sul do Líbano.
Segundo o político, o presidente americano "queria, em suas conversas com o primeiro-ministro, provocar nossa retirada", mas Netanyahu ele respondeu "muito claramente: 'isso não vai acontecer'".
Kisch acrescentou que a posição do governo não é mover suas tropas enquanto o Hezbollah continuar ameaçando seus moradores e soldados.