'Agora, a solidariedade': Venezuelanos se unem após a pior tragédia sísmica em mais de um século

A correspondente da RT na Venezuela, Jessica Sosa, informa diretamente das áreas afetadas enquanto equipes de resgate e voluntários buscam sobreviventes sob os escombros.

As operações de busca e resgate continuam em La Guaira e Caracas, os estados mais afetados pelo duplo terremoto que atingiu a Venezuela na quarta-feira (24). Equipes de resgate, voluntários e brigadas internacionais trabalham para encontrar pessoas com vida sob os escombros. Segundo dados preliminares, mais de 200 edifícios em todo o país sofreram danos.

A correspondente da RT, Jessica Sosa, relatou que sua residência sofreu graves danos durante o desastre. "Estas escadas fazem parte da entrada principal da minha casa. Os terremotos provocaram o desabamento das paredes do térreo e do mezanino do edifício", afirmou. Tanto seu filho quanto o filho de um cinegrafista da equipe ficaram feridos.

As comunidades organizadas desempenharam um papel fundamental nos primeiros momentos da emergência. Graças ao trabalho dos moradores, foi possível realizar a remoção inicial dos escombros, e esse esforço continua enquanto as autoridades consolidam os números definitivos dos danos.

Em Caracas, um grupo de voluntários se equipou com capacetes e luvas para apoiar as operações. "Na verdade, somos um grupo de amigos, somos cinco. Viemos a Altamira principalmente para levar suprimentos, água, máscaras e luvas. No fim, tudo foi evoluindo. Quisemos ajudar ainda mais, além do que já havíamos feito", afirmou Sebastián Navarro, um dos voluntários que participa das operações de resgate.

"Foi uma combinação de muitas emoções. Primeiro, a surpresa; depois, a tragédia. Agora, a solidariedade e o esforço coletivo para ajudar quem precisa", relatou Sosa.

Christian Overa, morador de Los Palos Grandes, afirmou que, apesar da dor pessoal, considera fundamental prestar apoio. "Meu país está sofrendo, sinto que este é um momento em que precisamos contribuir. Se o governo ou as circunstâncias não conseguem dar conta, nós temos que oferecer nosso apoio", declarou.

Nas últimas horas, chegaram ao país brigadas de socorristas de diversos países. Segundo testemunhas, ainda é possível ouvir vozes sob os escombros, o que mantém viva a esperança de encontrar sobreviventes. As equipes de resgate, forças de segurança e voluntários continuam removendo escombros e distribuindo água e alimentos.