Após novas mortes, RD Congo anuncia medidas adicionais contra o ebola

Número de mortes na República Democrática do Congo ultrapassa a marca de 300. Taxa de letalidade do vírus é de 26,3%.

A República Democrática do Congo (RDC) anunciou nesta quinta-feira (25) um novo pacote de medidas para conter o avanço do surto de ebola, após o número de mortes pela doença chegar a 304.

Segundo o Ministério da Saúde, o país acumula 1.155 casos confirmados, 138 pessoas recuperadas e 326 pacientes em acompanhamento, enquanto a taxa de letalidade do vírus alcança 26,3%.

As novas diretrizes foram definidas em reunião entre o presidente Félix Tshisekedi e a força-tarefa nacional de combate ao ebola.

Entre as medidas estão o reforço da presença da polícia e de equipes de saúde nas áreas afetadas, com ampliação dos controles de temperatura, higiene e circulação de pessoas.

O governo também determinou um período obrigatório de observação sanitária de 21 dias para contatos confirmados de pacientes infectados, além de restringir viagens internacionais de moradores das zonas mais atingidas.

Outra frente prevê a ampliação da assistência humanitária a deslocados e a aceleração da construção de centros de tratamento próximos aos focos da doença.

Situação epidemiológica

O ministério informou ainda que 16 pacientes receberam alta após testes negativos de controle e anunciou o lançamento de um plano conjunto de resposta transfronteiriça com Uganda para fortalecer a vigilância epidemiológica e a capacidade laboratorial.

As autoridades congolesas também confirmaram que um médico que participou da resposta ao surto em Ituri foi diagnosticado com ebola na França. Segundo os governos dos dois países, o caso está sendo monitorado de forma rigorosa.